22.7.14

[MIDIA] Entrevista de Dae Sung Para o Excite Music



Entrevista com Dae Sung publicado no site Excite Music, no dia 18 de julho.

Confira tradução abaixo.




P: Sua turnê de arena solo já começou (a entrevista foi feita no final de junho), como você se sente?
DS: Óbvio, para um cantor os momentos mais felizes são aqueles quando ele está no palco. O fato de que, como cantor, posso criar um mundo separado para mim e para meus fãs, só faz cada dia uma grande diversão.

P: Mas você também está lançando um álbum, “D’slove”. Primeiro de tudo, você pode expressar seus pensamentos sinceros, sobre o lançamento de seu primeiro álbum solo original.
DS: Apesar de ser o último no Big Bang a lançar um álbum solo original, houve momentos em que eu pensei, “Hum, não seria melhor lançar um álbum solo [original] agora?“, mas isto não aconteceu até agora. Mesmo que eu tenha pensado, “Ah, eu quero fazer um álbum incrível um dia“, eu também considerou “Provavelmente nunca serei capaz de fazer um álbum que me satisfaça 100%“. Embora este álbum não seja perfeito, acho que fui capaz de fazer um bom álbum, ao compartilhar vários sentimentos com outras pessoas, além de me divertir.

P: Enquanto ouvia o álbum, senti que você fez um bom trabalho de produção, falando sobre vários “tipos” de amor. Para começar, por que o tema é “amor”?
DS: De modo geral, o tema principal de minhas canções é o “amor”, certo? E embora, o “amor” se adapte muito bem, como a palavra-chave que representa o primeiro álbum, achei que seria muito difícil expressar [este conceito] perfeitamente. Me esforcei em expressar todos os tipos de amor, experimentados por mim até agora, do meu ponto de vista.

P: Você escreveu a letra de muitas canções, como você conseguiu?
DS: Um letrista me ajudou com a tradução para o japonês, mas ao escrever, eu me sentia como o herói de um drama e pensava, “Ah! Isso é divertido!“.

P: Podemos sentir que estas são histórias fictícias, no entanto, ao mesmo tempo você implementou seus próprios pensamentos e emoções, certo?
DS: Certo. Estas letras “viviam” na minha cabeça, o tempo todo, então elas se adaptaram, naturalmente, as formas de amor nas quais eu refleti.

P: “Usobonda” é música muito importante, porque é sua primeira canção solo, certo?
DS: É óbvio que essa canção tem muitos significados para mim. Eu estava muito nervoso durante a gravação e gastei cerca de duas horas para gravar apenas as últimas palavras, parece que foi uma canção muito difícil.

P: Então finalmente você pode apresentar esta canção, cheia de lembranças, aos seus fãs japoneses. Você não sente o seu crescimento como artista?
DS: Quanto ao crescimento… No momento da gravação da versão japonesa, eu pratiquei enquanto ouvia a versão de minha voz em 2006 e eu senti que, bem, minha voz na época não era muito boa (risos). Além disso, que queria expressar meus atuais sentimentos, então mudei a versão da música.

P: E o que é isto, que só o D-LITE de 2014, pode expressar?
DS: Ah, talvez feridas? Acho que todas as minhas atividades, até agora, foram relacionados a várias feridas em meu coração. Naquela época, era me preocupava muito, mas, hoje, quando tento pensar nisso, sei que esta experiência me transformou em quem eu sou. Foi experiência muito valiosa. Acho que essa dor criou o atual D-LITE.

P: Então você tenta dizer que essa experiência fez sua voz. Quanto à sétima canção “Samete, Nemure”, podemos sentir que ela expressa a paixão de uma forma [muito] emocional.
DS: Essa música, como você disse, é muito passional e poderosa. Eu implementei o sentimento, “Fiz tudo por você, então não adianta lamentar“. Como o título indica, esta canção tem dois lados – quente e frio.

P: Então esta dupla natureza também se aplica a você?
DS: No ano passado, alguns funcionários japoneses me disseram que eu tenho “dupla personalidade” (risos). Então, eu tenho vários D-LITEs vivendo em mim.

P: Depois de ouvir isso, de repente, você percebeu “Ah, com certeza”, certo?
DS: Sim. Hahaha (risos). Acho que tenho uma imagem brilhante muito forte em programas de TV, etc, mas sou o tipo que é muito tímido com estranhos e que não gosta de sair muito, em meus dias de folga. Ah, realmente, isto não seria dupla personalidade?

P: Talvez por causa destes dois lados, esta canção se tornou muito mais profunda. E, em seguida, a faixa 8, “Sekai ga Owattemo”… Fiquei chocado com este verso, “Eu posso morrer por você“. Não é uma frase muito forte?
DS: Bem, você está certo. Eu também pensei, ao escrevê-la, “Está bem dizer isto diretamente?“, mas acho que combina muito bem com a atmosfera da música. Essa canção foi a mais difícil, em termos de criação de uma imagem. Nós discutimos sobre a letra, cuidadosamente. Entre as várias formas de amor, essa música expressa “objetividade”, e por conta disto uma letra direta funcionou. Tentamos encontrar o “D-LITE direto” dentro de mim (risos).

P: (Risos) O impacto da letra foi forte, e ainda assim podemos desfrutar uma bela voz e mergulhar neste seu mundo [distante]. Você também não tem a sensação de encontrar um novo eu?
DS: Sim. Eu descobri um novo eu, dentro de mim.

P: Você acrescentou o cover da clássica canção de Yutaka Ozaki, gravada em colaboração com Hakase Taro, “I LOVE YOU”, por último, no entanto, o que determinou a ordem das canções?
DS: Quanto a isso, eu pensei que as músicas deveriam fluir sem problemas. Eu considerei que o álbum deveria ter o mesmo fluxo que um show. [Acho] que esta ordem é mais natural, mas também fiz isso dessa forma para me divertir durante a gravação de todas as músicas.

P: Ouvi dizer que você foi responsável pela produção geral deste álbum, certo?
DS: Oh, isso soa um pouco exagerado (em voz baixa)… Ah, é tão embaraçoso (risos). Quando ouço isso, eu não penso “Ah! que legal!“, mas sobre como foi trabalhar nas canções, uma a uma, colocando nelas minhas idéias e pensamentos.

P: Quanto a este álbum, além da produção geral, você contou com o princípio, ‘eu quero fazer as coisas desta forma’?
DS: Certo. Mas não é só comigo, acho que muitos outros artistas fazem do mesmo modo. Quando você se relaciona com uma música, você tira sua própria imagem dela, e se você não consegue transmitir claramente esta imagem, as coisas se tornam totalmente diferentes [do que você queria].

P: A 4ª faixa, “Futari? Hitori!”, é uma canção de rock, a 5ª, “Dress”, é uma balada serena e bela, então você incluiu músicas de diferentes ‘sabores’. Isto foi feito intencionalmente?
DS: O conceito geral deste álbum foi o rock, mas não acho que esse gênero específico seja muito importante, então não me importei muito com isso. Se ao ouvir [uma música] eu tive a sensação, “Ah, não é ruim“, então eu a incluí. Eu mesmo não me importei se o rock prevaleceria sobre o trott, para mim o que contou era se a música me divertia.

P: Esta atitude livre, ao escolher as canções, combina muito com D-LITE-san, certo? Você escolheu as canções para seu álbum anterior da mesma forma, independentemente se elas eram populares ou não. Esta atitude não mudou, não é?
DS: Exato. Se a canção tem minha cor e se eu me diverto ao cantá-la, as pessoas também irão gostar de ouvi-la. Acredito que gostar de uma canção é a melhor forma de transmitir este sentimento [para o público].

P: Essa atitude de ‘cantar canções que trazem alegria’ mudou, em comparação com os velhos tempos?
DS: Sim, acho que isso realmente mudou. Antigamente eu gostava de músicas dos gêneros R&B e soul, mas ultimamente tenho gostado de rock. [Essas músicas], que me trazem muita diversão ao cantar, fazem com que eu me sinta mais unido com a plateia.

P: Entendo. Com o lançamento deste álbum, seu papel como artista solo irá crescer no futuro. Eu me pergunto como vocês equilibra seus três lados, como artista solo, como parte do Big Bang e como indivíduo.
DS: É claro que meu comportamento muda em relação à esta ou aquela situação. Com o Big Bang (estou no meio, quanto à idade dos membros), quando eu canto, meu papel é o de sentir a atmosfera criada pelos outros membros. Como estou sempre atrás, consigo entender melhor as coisas (risos).

P: Parece uma estratégia do tipo ‘esperar para ver’ (risos).
DS: Sim. Eu não sou do tipo que se destaca, para estar na frente. [Por exemplo], embora eu tenha estudado japonês com bastante afinco, até minhas atividades solo, eu não falava muito, quando estava com o Big Bang. Eu sou do tipo que fica sempre atrás (risos). Mas quando minhas atividades solo começaram, eu não fui capaz de me mover adiante até que eu pudesse fazer as coisas por mim mesmo, então acredito que isso mudou um pouco a minha personalidade. Acho que fui capaz de crescer como artista e como pessoa.

P: Quanto à essa transformação, quando você voltar com o Big Bang, você não irá mostrar esse seu lado? Algo como, ‘embora eu ficasse atrás no passado, deixe-me ir mais para a frente’?
DS: Ah, não, eu não penso assim. Acho que é o mesmo para todos [nós]. Quando nos reunimos, após nossas atividades solo, nossos sentimentos e pensamentos se tornam mais profundos e isto faz com que nos compreendamos melhor. Acho que este é o ponto mais forte do Big Bang. Enquanto podemos realizar nossas atividades solo e tirar impressões e sentimentos deste momento, quando nos reunimos novamente, somos capazes de entender uns aos outros e continuar a fazer o tipo de música que gostamos.

P: O tipo de relações que permite que cada um amadureça, certo? Quanto aos outros membros do Big Bang, eles já ouviram este álbum, “D’slove”?
DS: Bem… É embaraçoso (risos).

 Créditos: excite music via @alteen_ai (1, 2, 3, 4)
Tradução:bigbangbrazil
Postagem: raay DaeSung Brasil

0 comentários:

Postar um comentário